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quinta-feira, outubro 15, 2009

Aqui está algo que me preocupa: "O Árctico tornar-se-á navegável no Verão em 2020"

Segundo um perito da Universidade de Cambridge será possível passar do oceano Pacífico para o Atlântico através da passagem do Noroeste sem recorrer a embarcações que quebrem o gelo porque esta rota não apresentará gelo durante vários meses do ano já em 2020.

O investigador Peter Wadhams do Grupo de Física do Oceano Polar, pertencente à Universidade de Cambridge, analisou dados da espessura da camada de gelo no Árctico obtidos em 2007 por um submarino nuclear britânico e este ano por uma expedição polar liderada por Pen Hadow, perito em investigação polar.
Durante esta expedição recente os cientistas obtiveram um valor médio de 1,8m para a espessura das massas flutuantes de gelo, valor característico de massas geladas com apenas um ano, formadas no inverno anterior e as mais vulneráveis à fusão.
O estudo concluiu que o gelo desaparecerá do Árctico nos meses de Verão a partir de 2020, o que permitirá aos barcos que viajam do Extremo Oriente para a Europa através do Canal de Suez reduzir o trajecto de 4800km. Por outro lado, o acesso às reservas de petróleo e gás também será facilitado.
Segundo Peter Wadhams “O Pólo Norte ficará exposto dentro de 10 anos. (...) O gelo retrocederá para uma zona a norte da Gronelândia e da ilha de Ellesmere em 2010 (...) As alterações no gelo do Árctico no Verão serão o maior impacto que o aquecimento global terá na aparência física do planeta".
Apesar das vantagens do degelo a curto-prazo, haverá efeitos deletérios muito significativos a longo-prazo – o aquecimento global intensificar-se-á alterando os padrões de circulação nos oceanos e na atmosfera com consequentes efeitos desconhecidos sobre os ecossistemas através da acidificação dos oceanos.

Fonte: Naturlink

quarta-feira, setembro 23, 2009

Outono

Não sei bem explicar, mas finalmente chegou a 2ª estação que mais gosto, sendo que a primeira nem vale a pena dizer qual é!

Adoro os dias de frio com sol a brilhar e a aquecer-nos...
Adoro o cheiro do campo molhado pelas primeiras chuvas...
Adoro pisar as folhas secas...
Adoro os passeios da rua pintados de castanho; creme; amarelo...
Adoro o cheiro a castanhas assadas...
Adoro ir passear e tudo à minha volta ter cores quentes...
Adoro comer batatas doces acabadas de assar, sentada junto à lareira...
Adoro beber água-pé, com peso conta e medida, claro...
Adoro o Outono =)

Com início marcado para as 22h19, o Outono regressa hoje com a promessa de dias mais frios, que podem ser adiados devido às alterações climáticas.

O último relatório da Agência Europeia do Ambiente, relativo a 2007, refere que a temperatura média global aumentou 0,1 graus centígrados por década nos últimos cem anos.

Apesar da variabilidade climática ser natural, os especialistas estão preocupados com o fenómeno das alterações climáticas e suas implicações na fauna e na flora.

Espécies que dependem de fenómenos climáticos para começar uma nova fase do ciclo de vida poderão atrasar ou adiar essa fase por causa do aquecimento global. Estação que simboliza o reinício do ciclo da vida e o retomar das rotinas, o Outono está também associado às depressões, à melancolia e à nostalgia (não concordo nada...)

É também tempo de gripes. Legumes e frutas ricas em vitamina C ajudam a combater estas doenças e a temperatura reconfortante da sopa torna-a igualmente num prato indispensável desta estação.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Pequenas curiosidades que matam o nosso planeta




1. Um automóvel desafinado pode emitir o dobro de substâncias poluentes

2. Uma única pilha deixada no solo contamina-o durante mais de 50 anos

3. Bastam apenas 3 litros de um produto solvente (para tintas, por exemplo), para contaminar mais de 60 milhões de litros de água subterrânea

4. Bastam 3,8 litros de gasolina para contaminar mais de 2850 milhões de litros de água potável

5. Um cidadão da União Europeia produz anualmente 2,3 toneladas de dióxido de carbono, o que é uma quantidade consideravelmente mais baixa do que a produzida por cada cidadão norte americano (cerca de 5,2 toneladas)

6. Os distritos portugueses que produzem mais resíduos tóxicos por anos são: Setúbal, Castelo Branco, Aveiro, Viseu e Coimbra

7. Os caixotes do lixo de Lisboa têm agora o dobro de papel e metade dos detritos orgânicos que tinham há doze anos atrás

8. Para produzir um quilo de carne é preciso cem vezes mais água do que para produzir um quilo de trigo. Para produzir um bife são necessários 9 906 litros de água. Para produzir meia dose de frango são necessários 1 550 litros de água

9. A indústria não é o sector de maior consumo de energia em Portugal, mas sim os transportes (34% e 35% respectivamente)
10. O consumo de energia nas cidades faz aumentar a temperatura cerca de 2 a 3ºC em relação à temperatura do campo circundante

11. A taxa de perda de solo no Mundo é assustadora: cerca de 5 milhões de ha/ano

12. Para o fabrico de fraldas de papel, são abatidas anualmente mais de mil milhões de árvores

13. Bastava que todos os países reciclassem metade do papel que consomem para que 40 mil quilómetros quadrados de terras fossem libertados do cultivo de árvores de crescimento rápido, como o eucalipto, que abastecem a indústria do papel

14. Sabe-se actualmente que 84% do lixo doméstico pode ser reciclado

15. Portugal recicla cerca de 7600 toneladas de vidro. Pode parecer muito, mas apenas representa 13% do vidro que consumimos. Por exemplo, a Suiça recicla 55% do seu vidro

16. Por cada garrafa de vidro reciclada, há uma economia de energia equivalente a uma lâmpada de 100W ligada durante 4 horas

17. Segundo a NASA, as plantas de interior dão um importante contributo na luta contra a poluição em recintos fechados

18. As águas residuais dos esgotos urbanos estão a ser utilizadas, nalguns países, na rega de jardins ou de culturas como o milho

19. Cada tonelada de papel reciclado representa três metros cúbicos de espaço disponível em aterros sanitários

20. A produção de papel reciclado consome menos cerca de 50% de energia, comparativamente com a produção a partir das árvores. Para além disso, a poluição do ar é reduzida em 95%


21. Para a produção de uma tonelada de papel utilizam-se 5000 kw/hora de energia eléctrica, enquanto que para a reciclagem dessa mesma quantidade, os números caem para 2500 kw/hora
22. A produção de uma tonelada de papel reciclado economiza 2,5 barris de petróleo, e consequentemente, diminui a poluição do ar

23. Na produção de uma tonelada de papel reciclado são necessários apenas 2000 litros de água, enquanto que no processo tradicional esse volume de água pode chegar aos 100 000 litros por tonelada de papel fabricado


24. A reciclagem de papel reduz os custos de transporte e deposição do lixo

25. Os funcionários de qualquer escritório deitam para o lixo, anualmente, cerca de 500 kg de material reciclável de primeira qualidade

26. Com a reciclagem de uma lata de alumínio economiza-se a energia suficiente para manter ligada uma televisão durante três horas



27. Cada tonelada de aço reciclado representa uma economia de 1140 kg de minério de ferro, 454 kg de carvão e 18 kg de cal

28. Todos os anos, os ingleses consomem 310 milhões de embalagens de lenços de papel. Uma vez que estes lenços não são recicláveis, se cada habitante do planeta utilizasse uma destas embalagens por mês, não haveria mais árvores no mundo

29. O tempo que a natureza leva a absorver os diferentes materiais, despejados em meio terrestre, está dependente da sua constituição. Por exemplo, os jornais podem levar 1 a 2 meses a serem decompostos; as embalagens de papel de 1 a 4 meses; os guardanapos cerca de 3 meses; as pontas de cigarros mais de 2 anos; as pastilhas elásticas mais de 5 anos; os materias de nylon de 30 a 40 anos; as latas de alumínio e as tampas de garrafas de 100 a 500 anos; e as pilhas mais de 500 anos

30. O tempo estimado de decomposição dos materiais despejados em rios, lagos e oceanos varia com a sua composição. Assim, o papel leva 3 a 6 meses a decompôr-se; os tecidos de fibras naturais de 6 meses a 1 ano; as linhas de nylon mais de 650 anos; as fraldas descartáveis cerca de 450 anos; os plásticos em geral podem levar até 500 anos, sendo que alguns nunca se chegam a decompôr; as latas de alumínio mais de 200 anos; a madeira pintada leva mais de 15 anos; o vidro até um milhão de anos; e o tempo de decomposição da borracha é ainda indeterminado

31. Cerca de 35% dos materiais despejados para o lixo poderiam ser reciclados ou reutilizados e outros 35% poderiam ser transformados em adubos orgânicos

32. No planeta estima-se que existam 4 600 espécies de mamíferos, 31 000 espécies de peixes e mais de 900 000 espécies de insectos, muitos dos quais ainda não estão identificados

33. Estima-se que em cada ano se extinguem de 17000 a 25000 espécies de seres vivos em todo o Mundo. Só na Europa há cerca de 1500 plantas em risco de extinção ou já extintas

34. A preservação das espécies autóctones é absolutamente necessária. Nos Estados Unidos da América só são cultivadas duas espécies de feijão verde e no Canadá 50% do trigo cultivado é de uma só variedade. Na Europa, de 145 raças autóctones de gado 115 estão em perigo de extinção

35. Todos os anos são destruídos mais de 13 milhões de hectares de floresta tropical. Se as contas forem feitas, isto representa a destruição de 35 mil hectares por dia, 1500 hectares por hora e 25 hectares por minuto

36. A poluição dos rios e oceanos pode ser a causa da redução de muitas populações animais. É o que se pensa estar a acontecer com a população de beluga ou baleia-branca, no canal de São Lorenço, no Canadá. Pensa-se que em 1900, mais de 5 000 animais viviam nesta zona, mas actualmente estima-se que a população esteja reduzida a apenas 450 indivíduos. Pesquisadores acreditam que o lixo tóxico lançado pelas indústrias situadas ao longo do rio será a causa de mortalidade destes animais, já que exames aos seus corpos revelam altos níveis de produtos químicos nocivos, como policlorados, DDT, mercúrio e cádmio

37. Muitas espécies de tubarão encontram-se ameaçadas de extinção. A lista de espécies em perigo incluem o tubarão-martelo e o tubarão-azul, que desaparecem a um ritmo de 50 000 animais por ano, apanhados "acidentalmente" em anzóis nas costais do Havai

38. A pesca do bacalhau caiu, entre 1968 e 1992, cerca de 70%, não por um aumento da consciência ecológica, mas devido ao estado debilitado dos stocks pesqueiros

39. As populações de garoupa estão em franco declínio, devido à destruição dos recifes de coral no mundo inteiro. Por exemplo, nas Filipinas, os corais são envenenados com cianeto para a captura deste peixe

40. A tartaruga-verde, que existe nas costas do Brasil, está em extinção. Em cada mil nascimentos, apenas uma ou duas sobrevivem

41. Os corais, das águas quentes dos trópicos, estão a ficar descorados. Pesquisadores acreditam que eles são as vítimas mais visíveis do efeito de estufa

42. Os rios amazónicos são os rios com maior diversidade de espécies de peixe no mundo. Já foram descritas mais de 1500 espécies, mas estima-se que existam pelo menos o dobro. Este número é quinze vezes maior do que o número de espécies encontradas nos rios da Europa

43. Existem mais de 3500 áreas protegidas em todo o mundo. Estas áreas incluem parques, refúgios da vida selvagem e outras reservas. Elas cobrem um total de 5000 m2, ou seja, cerca de 3% da área total da superfície do planeta

44. Há 100 milhões de anos, os tubarões constituiam cerca de 60% de todas as espécies oceânicas. Actualmente eles são apenas 3% das espécies que povoam os oceanos

45. Em 25 anos, o tubarão cinzento pode produzir até 20 000 dentes, o que explica porque os dentes de tubarão são das recordações mais frequentemente trazidas dos fundos dos mares

46. Todos os anos, de 1500 a 2000 tubarões são encontrados presos e normalmente mortos em redes protectoras de tubarões nas costas da África do Sul

47. Existem ainda poucos conhecimentos da biodiversidade marinha, principalmente a grande profundidade. Um estudo detalhado de uma dessas comunidade revelou que numa área equivalente a metade de um court de ténis existiam 898 espécies. Mais de metade destas espécies foram identificadas pela primeira vez

48. A âncora de um navio de cruzeiro pode destruir nos fundos marinhos uma área correspondente a metade de um campo de futebol

Dá que pensar...!!!